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terça-feira, agosto 17, 2021

Delegado da DH da Baixada acredita que crianças foram mortas dentro da comunidade em Belford Roxo

Caso dos meninos de Belford Roxo: assassinato pelo tráfico já é a única hipótese trabalhada pela polícia

Durante a live "AK News", transmitida na última segunda-feira (16/8) na página do deputado estadual Alexandre Knoploch no Facebook, o delegado titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Uriel Alcântara, revelou que a polícia já trabalha somente com a hipótese do assassinato dos meninos de Belford Roxo pelo tráfico de drogas local. Ou seja, os investigadores já têm a certeza de que Lucas, de oito anos; Alexandre, de 10 anos, e Fernando, de 11, não estão mais vivos. As outras hipóteses surgidas logo após o desaparecimento, ocorrido em 27 de dezembro do ano passado, já foram descartadas.

- No início, tínhamos diversas linhas de investigação. Conseguimos juntar provas mais concretas após cinco meses que apontassem em uma direção. Hoje, temos uma única linha de investigação: a responsabilidade do tráfico de drogas pelo crime. Já sabemos que essas crianças foram mortas dentro da comunidade e que os corpos foram levados para um rio – afirmou, acrescentando que a polícia já está em busca de mais elementos sobre a ocultação dos cadáveres.

As crianças teriam sido mortas devido a um furto de uma gaiola de passarinhos, de acordo com as investigações. O delegado adiantou que depoimentos de testemunhas gravados ajudaram a construir as provas.

- Não podemos entrar em mais detalhes, mas a investigação amadureceu bem. Ainda não temos todos os dados elucidados, mas o que temos é muito firme e consistente. Continuamos trabalhando para elucidar outros dados.

Queremos constituir as provas de forma bem transparente. No momento oportuno vamos divulgar as provas – revelou durante a live.

Crianças foram mortas no interior da comunidade

O crime teria ocorrido depois que Lucas, Alexandre e Fernando saíram para uma feira. No local, porém, nada de violento ou que pudesse chamar a atenção das pessoas ocorreu. Os meninos foram assassinados no interior da comunidade, informou o titular da DHBF, que explicou a demora de se chegar à autoria devido ao medo dos moradores locais e à dificuldade de monitoramento policial na região.

- No início, foi difícil até traçar o perfil das crianças. Não sabíamos o que elas foram fazer na rua. Muitas informações contraditórias e confusas chegavam até nós. Naquela comunidade, temos dificuldade de realizar diligência ordinária, de enviar uma viatura para observar uma rua, de chamar vizinhos para depor em uma comunidade. As pessoas sem nenhum envolvimento com o crime têm uma resistência muito grande em ir até a delegacia conversar com os policiais, como em qualquer comunidade do Rio de Janeiro.

População de Belford Roxo sofre com disputas entre a milícia e o tráfico

A região onde ocorreu o desaparecimento encontra-se atualmente conflagrada, onde o tráfico de drogas e as milícias disputam territórios, lembra o delegado. Duas das famílias moram em um condomínio no alto da comunidade, no qual cada casa paga uma taxa para o tráfico. Em janeiro deste ano, um homem foi torturado pelo tráfico e levado à delegacia por usuários de crack. Naquela mesma noite, a companheira dele e os enteados saíram com a roupa do corpo da comunidade. Foi uma tentativa de o tráfico apresentar uma autoria para o crime, comentou o delegado.

- A Baixada Fluminense tem um contexto diferente da capital, onde várias regiões são dominadas por milicianos, mas não necessariamente vinculados aos grupos maiores. Devido à fragilização desses grupos milicianos, estão ocorrendo conflitos com o tráfico de drogas para expansão territorial. Ambos os grupos criminosos aterrorizam os moradores, subjugando a população. Atuamos de maneira firme em relação aos dois grupos criminosos, que são responsáveis por homicídios e roubos de cargas e de veículos – finalizou o titular da DHBF.

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