Nova Iguaçu inaugura, nesta quinta-feira (30), o primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do Estado do Rio de Janeiro. Instalado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Tinguá, o novo equipamento cultural será aberto no Dia da Baixada Fluminense e marca um passo importante na valorização das raízes históricas, da identidade e do sentimento de pertencimento da população iguaçuana.
O Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu (MAE-NI) nasce com a proposta de preservar, estudar e expor objetos, vestígios e conhecimentos ligados a antigas civilizações e à formação histórica local. A iniciativa também reforça o potencial turístico e educacional da cidade ao transformar um dos territórios mais importantes da história fluminense em espaço permanente de visitação e pesquisa.
Mais de 200 mil fragmentos arqueológicos já foram identificados em escavações realizadas no local, a maioria relacionada ao século XIX, período em que a antiga Vila de Iguassú era um dos principais pólos econômicos da Província do Rio de Janeiro e rota estratégica do ciclo do café.
A exposição inaugural, “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, apresentará peças com mais de 800 mil anos, além de achados arqueológicos retirados do solo de Iguassú Velha. O percurso vai dos primeiros hominídeos à formação histórica regional.
“A inauguração deste museu marca um reencontro de Nova Iguaçu com sua própria história. Estamos falando de um território que já foi estratégico para o desenvolvimento do estado e que, por muito tempo, ficou esquecido. Ao transformar esse patrimônio em um espaço vivo de cultura e conhecimento, não apenas preservamos o passado, como também investimos no futuro, principalmente na educação dos nossos jovens, que passam a entender o lugar onde vivem e o valor de sua própria identidade. É um passo importante para colocar Nova Iguaçu no mapa da cultura e da pesquisa no Brasil”, destaca o prefeito Dudu Reina.
A criação do MAE-NI é resultado de iniciativa da Prefeitura de Nova Iguaçu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio do Governo Federal, via Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
