RIO DE JANEIRO – A Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) entrou em um estado de vigilância máxima nesta quarta-feira (6). Sob as ordens do novo secretário, o médico e ex-pró-reitor da Uerj, Ronaldo Damião, a pasta iniciou um rigoroso "pente-fino" que atingirá todos os seus 7.800 funcionários, incluindo servidores efetivos e cargos comissionados.
A medida é o primeiro grande movimento de Damião desde que assumiu o cargo na última semana, substituindo Cláudia Mello. O objetivo é claro: realizar uma auditoria humana e técnica sem precedentes para garantir a transparência exigida pelo governador em exercício, Ricardo Couto.
Prazo Recorde: 5 Dias para o "Raio-X"
O clima nos corredores da secretaria é de urgência. Os subsecretários estaduais receberam um prazo de apenas cinco dias úteis para entregar ao gabinete uma lista detalhada com os nomes e funções de todos os subordinados.
Mais do que um simples levantamento nominal, a vistoria busca identificar ineficiências e combater possíveis irregularidades na folha de pagamento. A avaliação será pautada por quatro pilares fundamentais:
Produtividade: Análise direta do volume de entrega no trabalho.
Qualidade Técnica: Avaliação do serviço prestado diretamente à população fluminense.
Metas e Prazos: Verificação do cumprimento do cronograma administrativo.
Assiduidade: Controle rigoroso da frequência física dos servidores na secretaria.
A Era do Compliance e Transparência
Esta reestruturação faz parte de um pacote de medidas por Couto após a saída do ex-governador Cláudio Castro. O governo interino busca otimizar os gastos públicos em um momento crítico de reorganização administrativa.
"A determinação segue a linha dura necessária para aumentar o rigor das fiscalizações e dar transparência total às contratações do Estado", afirmam fontes ligadas ao Palácio Guanabara.
O Futuro da Pasta
O resultado desse diagnóstico individual servirá como base para uma reorganização total dos setores. Funcionários que não apresentarem desempenho compatível com as exigências técnicas ou que possuam falhas de assiduidade poderão ser alvo de revisões contratuais ou remanejamentos.
Para a população, a promessa é de que esse "choque de gestão" se converta em um atendimento mais ágil e uma aplicação mais eficiente dos recursos destinados à saúde pública no Rio de Janeiro.
